Ações de convivência com o semiárido: luta que dá resultado

Foto: Manu Dias/GOVBA

*Com informações da SECOM - BA

Durante a cerimônia de abertura do Seminário Interestadual de Convivência com o Semiárido, ocorrido nessa quarta-feira (26), foram anunciadas pelo governador Jaques Wagner, , na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), em Salvador, diversas ações de convivência com o semiárido na Bahia.

Segundo a secretaria de comunicação do Estado, além da autorização para a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) licitar extensões de rede em 43 municípios - que beneficiarão mais de 64 mil moradores de 133 comunidades -, o governador lançou o Plano Estadual de Combate à Desertificação e Enfrentamento aos Efeitos da Seca.

O governador autorizou ainda o processo licitatório para implantação de 100 sistemas simplificados de abastecimento de água, beneficiando 8.525 pessoas, com investimento de R$ 12 milhões, além da esperada abertura de editais para a construção de barragens subterrâneas, no valor de R$ 194 milhões.

Outra novidade é que foram autorizadas o processo para a licitação de 38 mil tecnologias de acesso à água - sendo 11 mil tecnologias de produção de alimentos e dessedentação animal e 27 mil de consumo humano. A expectativa é que o edital seja publicado nos próximos dias pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia.

Para o governador Jaques Wagner tais “essas ações vêm para somar às outras já realizadas pelo governo para combater os efeitos da seca e melhorar a qualidade de vida dos baianos que vivem no semiárido”.

Segundo o secretário da Casa Civil e coordenador das ações estaduais para o desenvolvimento do semiárido, Rui Costa, a Bahia foi o estado que mais investiu em sistemas de abastecimento de água, com a destinação nos últimos sete anos de R$ 4 bilhões. “Todas as ações são estruturantes e visam levar água tanto para o consumo humano quanto para os animais e produção na zona rural. A Bahia é o estado que mais construiu sistemas simplificados de água e implantou cisternas, utilizando recursos próprios e do Ministério da Integração [Nacional]”, ressaltou o secretário.

Lutar e se organizar vale a pena

Fruto de uma luta de mais de três décadas, quando começou-se a sonhar e a trabalhar por práticas agroecológicas e sustentáveis mais duradouras no Estado, as políticas de convivência com o semiárido, hoje, tornaram-se uma das principais pautas de governo na Bahia e no Brasil. Muitas são as ocasiões em que a Presidenta Dilma Roussef afirma e anuncia ações concretas de transformação social no sertão. Tecnologias sociais de democratização do acesso à água, tanto para a produção, quanto para o consumo humano; assistência técnica; programa culturais, dentre outras inúmeras ações, provam que o nosso país tem se tornado cada vez mais sensível ás pautas das agricultoras e agricultores familiares sertanejos.

Na Bahia, diversas ações em benefício das populações da região semiárida também demonstram um avanço sem comparativos na nosssa história. São muitas ações resultantes da  articulação e luta  de lideranças e entidades sociais, que, nos útimos anos, transformaram a vida de milhares de famílias sertanejas.

Em 2013, somente o Centro de Assessoria do Assuruá (CAA) beneficou 50 mil pessoas com seus projetos. Foram mais de 10 mil tecnologias sociais de acesso à água entregues e milhares de cursos de formaçãos e laudos de assistencia técnica concluídos.

Tudo isso, somente comprova que a luta social pela convivência com o  semiárido continua gerando bons resultados. Porém, mesmo com as vitórias, ainda há muito por se fazer. Milhares de famílias ainda necessitam de obras estruturantes de convivência com o Semiárido. Nesse sentido, os movimentos tem se articulado para avançar e propor ao governo novas ações. 

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