Cada vez mais é preciso que a juventude se envolva com a política do nosso Estado. Tenho dito sempre que possível: não adianta nos revoltarmos contra a política do nosso país sem participar dela. Para quem opta por não se filiar a agremiações partidárias: associações, conselhos, monimentos sociais e outros espaços organizados, governamentais ou não, podem ser a porta de entrada para pautar a política e participar efetivamente da nossa democracia.
A duras penas conquistamos o direito de participar de espaços populares e democráticos. Por isso não podemos deixar de nos engajarmos em favor das bandeiras que defendemos. O Brasil e a Bahia, especialmente nos últimos anos, têm evoluído na inclusão das bandeiras da juventude e isso precisa ser reforçado.
Sobre o assunto, leiam o bom artigo, que aqui reproduzimos, do Secretário da Casa civil da Bahia, Rui Costa, sobre os espaço que juventude vem conquistando junto ao governo e suas instancias.
Vale à pena a leitura.
Voz da juventude baiana, por Rui Costa*
O desejo por mudanças está fortalecido em nossos jovens. Hoje, eles possuem um instrumento legal de afirmação de direitos: o Estatuto da Juventude, em vigor desde o início de fevereiro. E, para pensar e efetivar as políticas públicas em nível estadual, temos, na Bahia, uma juventude organizada, com voz e espaço. Ela pauta demandas por meio do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve), que renova sua direção nesta terça-feira.
Atento à importância de ouvir a sociedade civil, em especial os jovens baianos, e colher suas contribuições para construção e melhoria de políticas públicas, o Governo do Estado atendeu o pleito apresentado pelo segmento em conferência, criando, em 2008, o Cejuve. Pude participar daquele momento, quando estive à frente da Secretaria de Relações Institucionais (Serin).
Formado por 20 representantes do poder público e 40 da sociedade civil organizada, o conselho tem caráter consultivo e é vinculado à Serin. Os novos integrantes eleitos do Cejuve serão responsáveis pela gestão 2014/15. Das suas atribuições, vale destacar a apresentação de propostas de políticas públicas e outras iniciativas que visem assegurar e ampliar os direitos dos jovens, e a promoção de estudos, debates e pesquisas sobre a realidade desse público.
O governo Jaques Wagner promoveu avanços para a juventude, mas ainda há muito a se fazer para garantir os direitos dos 3,94 milhões de jovens baianos, entre 15 e 29 anos, que representam 28% da população de nosso estado. Os novos conselheiros terão o desafio de acompanhar a implementação do Plano Estadual de Juventude e do Estatuto da Juventude, sancionados, respectivamente, pelo governador Jaques Wagner, em 2011, e pela presidente Dilma Rousseff, em 2013.
A juventude baiana tem voz, e as pautas, que estiverem presentes nas ‘ruas’ de Salvador, Vitória da Conquista, Ilhéus e tantas outras cidades baianas serão discutidas dentro do Conselho Estadual de Juventude. Os nossos jovens querem mais! Mais participação social e política, mobilidade, justiça. E, aqui na Bahia, eles têm vez.
Artigo publicado hoje (18) no jornal A Tarde.



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