Não adianta chorar. Temos que resolver!

Por Jacó

O Episódio do cancelamento do convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) do governo federal e o consórcio de Irecê, longe de terminar, está causando intensa repercussão no território e chegou até aos altos escalões da política em Brasília.

Sabemos também que preocupa ao prefeito as manchas que estão sendo impregnadas à sua imagem por conta do episódio. Porém, a questão da má gestão do projeto é um fato e não pode ser reduzida ao "resguardo" da imagem de um político. A verdade é notória: por incompetência técnica, o convênio foi cancelado e não há como voltar atrás. Não serão com versões que se mudarão os fatos. Nenhum financiador sério, público ou privado, aceita fechar os olhos para tamanha falta de controle na execução de um Projeto dessa magnitude. Nesse caso não há colher de chá.

A única solução é se comprovar que gastou o dinheiro do Projeto com a execução do Projeto e, após isso, buscar novos convênios. Isso significa que ele (o gestor) tem que, não só cadastrar as notas fiscais no SICONV, mas também apresentar os termos de recebimento das tecnologias em perfeito estado de uso, assinados pelas famílias.

É nesse ponto que se torna difícil conseguir algo por parte do Prefeito. Pois, mais e mais relatos nos chegam afirmando que cisternas e materiais de construção se encontram abandonadas, sem finalização em diversos municípios na nossa região (vejam as fotos):

Canteiros econômicos se encontram inacabados em Irecê 

Agricultor mostra buraco abandonado na zona rural de Itaguaçu

Cimento perdido em Central 

A realidade não pode ser maquiada com pedidos políticos e súplicas retóricas. Luizinho Sobral e sua equipe tentam a todo custo, sanar os danos políticos que o descontrole administrativo do consórcio causou. Porém, em nenhum momento, o Prefeito  admite o já público fim do convênio e a perda dos recursos.

Essa atitude é perigosa para o território de Irecê. pois coloca as famílias envolvidas em uma situação de insegurança ainda maior e abala a credibilidade de um consórcio que teria grande potencial de crescimento. Costumo dizer que não adianta chorar diante dos problemas. Precisamos é trabalhar para resolver.  Por isso, não cabe mais se retomar os erros do passado; nem tampouco procurar saídas por pressão política. O povo já sabe o quanto essa gestão irresponsável foi prejudicial ao nosso Território. Agora o que se espera é um real engajamento para construir soluções. 

Não resta outro caminho a não ser o da luta para finalizar as cisternas inacabadas. Nos próximos dias iniciaremos, somente no Centro de Assessoria do Assuruá, a construção de milhares de tecnologias de produção para o nosso território. E outras milhares sairão para as entidades que compõem a nossa rede. É por meio desse trabalho sério, que desenvolvemos há mais de 23 anos, que buscaremos sanar os  problemas causados pelo projeto inacabado do Consórcio. Afinal, posso garantir: essas tecnologias, sim, sairão do papel. 

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