Após anos de paralisação, obras da Central de Abastecimento do Território de Irecê serão reiniciadas


*Com informações do CAA

Na última quarta feira (12), representantes e autoridades do Território de Irecê estiveram reunidos para debater  a retomada das obras de estruturação da futura Central de Abastecimento do Território de Irecê.  Na reunião estavam presentes o Superintendente Regional da CODEVASF,  Luiz Alberto, Antônio Carlos (Banco do Nordeste do Brasil - BNB), Valternei Dourado (COPIRECÊ), Joel Matos, José Ângelo (Gerente Regional da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR), Francisco Ayala (Representante da Pacto Projetos e Obras) e Edvaldo Reinaldo (Gerente Regional da EBDA), que acompanharam com interesse o anúncio do reinício das obras.

A obra faz parte de um pleito antigo dos agricultores do Território de Irecê e estava estagnada há anos. Porém, após diversos pedidos e articulações, o projeto vai ser retomado com força total – fato que renova a iniciativa de implementar obras estruturantes no território de Irecê.

O Projeto será executado pela empresa Pacto Projetos e Obras, e está orçado em 2 milhões e 400 mil reais. Segundo representantes da Empresa, os trabalhos terão início imediato e estão planejados para uma execução rápida e sem maiores percalços. A ideia é que as Primeiras etapas de pavimentação e drenagem estejam prontas o mais breve possível.

Para Mario Augusto Jacó, articulador do Território de Irecê, a Central de Abastecimento, quando entregue à população, terá papel fundamental para ampliar o comércio e o abastecimento de alimento na região de Irecê. Segundo o articulador, a obra favorecerá diretamente a agricultura familiar, uma vez que dinamizará a atividade no território de Irecê em um dos seus pontos mais cruciais: a comercialização da produção.

Um investimento necessário - De acordo com dados do Plano Territorial De Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) do Território de Irecê,  a comercialização dos produtos agrícolas está na base de muitos problemas enfrentados pelas e agricultoras e agricultores - principalmente os pequenos.A intervenção dos atravessadores, controlando preços e condições de pagamento, ainda é uma realidade. De acordo com o estudo, "as cooperativas existentes no Território não atendem aos agricultores em sua totalidade, obrigando-os a comercializarem sua produção individualmente”.

Outro desafio enfrentado, segundo o PTDRS, é o baixo poder aquisitivo da população local, que não favorece uma demanda sustentável para os produtos locais. Segundo o estudo, é preciso que se crie uma organização dos agricultores para a atuação em mercados mais amplos e diversificados.

Quando pronta, a central de Abastecimento do Território, a partir de uma gestão democrática, terá, justamente, a função de reunir a produção agrícola local e regional para compor uma oferta de produtos diversificada e com custos mais reduzidos. Em outras palavras, a Central terá o papel de aglutinar, para a comercialização, diversos "setores" dos mercados produtores territoriais, reunindo a produção agrícola local e realizando conexões e relações comerciais com outros centros atacadistas. Esses objetivos, se cumpridos, serão a início de um processo de valoração daqueles trabalhadores que trabalham e sobrevivem da agricultura em seus diversos níveis...  

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